A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) do estado de Goiás realizou nesta segunda-feira, 14 de janeiro, a aula inaugural para o curso de formação de 503 aprovados no processo seletivo de Vigilante Penitenciário Temporário (VPT).

O treinamento para os novos alunos terá 214 horas e será dividido em três módulos: Administração Penitenciária; Segurança e Disciplina e, por último, o Estágio Supervisionado.

As provas objetivas do processo seletivo foram aplicadas em agosto de 2018. De acordo com a DGAP, mais de 20 mil inscritos disputaram as 1.373 vagas oferecidas, que exigiu diploma de nível médio como um dos critérios de admissão.

A remuneração ofertada é de R$ 1.960,46, composta de vencimento e gratificação de risco de vida, além de auxílio alimentação. A carga horária é de 40 horas semanais, em regime de plantão.

“Retrocesso”

Apesar de muitos estados ainda realizarem ‘concursos’ para cargos temporários no sistema prisional, a medida é duramente criticada por entidades representativas dos agentes penitenciários de carreira.

De acordo com os sindicatos e associações, a manobra enfraquece o sistema carcerário, tendo em vista se tratar de um setor estratégico da segurança pública e, portanto, pertinente a carreiras de estado.

Agente efetivo

Durante a solenidade, o diretor-geral adjunto de Administração Penitenciária, tenente-coronel Agnaldo Augusto, disse que está previsto ainda para o primeiro semestre de 2019 a publicação de um edital para o concurso de Agente de Segurança Prisional, sendo este um cargo de caráter efetivo.

Massa carcerária

Em 2016, o estado de Goiás tinha em torno de 17 mil presos, segundo relatório do Ministério da Justiça.

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