Por questões históricas e culturais, é raro agentes penitenciários usarem suas entidades representativas para denunciar algo que prejudique predominantemente os presos. O fato inusitado (pelo menos para o Brasil) aconteceu no sistema prisional de Portugal.

A denúncia, na verdade, partiu da Ordem dos Enfermeiros daquele país, que pediu “intervenção urgente” da ONU. A entidade afirma que os agentes prisionais estão sendo obrigados a medicar os detentos – inclusive com medicação psiquiátrica –, versão confirmada pelo Sindicado Nacional do Corpo da Guarda Prisional.

“Não é matéria que diga respeito à nossa função, ao nosso conteúdo funcional, e acima de tudo não estamos preparados para uma situação de um choque anafilático ou qualquer outro tipo de reação alérgica à medicação”, declarou o presidente do sindicato, Jorge Alves (foto), em entrevista ao Porto Canal.

Ele informou ainda que, das 49 unidades prisionais portuguesas, apenas quatro dispõem de enfermeiros 24 horas por dia.

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